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sábado, 15 de novembro de 2008

A luz do meu ser



A luz que ilumina o meu lar,
Tal como a chama de uma vela,
Tal como as ondas do mar,
Varia a intensidade e a força dela.

A luz que ilumina o meu lar,
A energia que percorre o meu ser
A esperança de conseguir melhorar,
A vontade de deixar de sofrer.

A luz que ilumina o meu ser,
Uns dias brilhando com grande fulgor,
Outros bem perto de desaparecer
Envoltos num colossal desespero e dor.

A luz que ilumina o meu ser,
Sobrevive a custo nesta passagem
Há dias sem explicação para este viver
Sem estímulo de abarcar para a outra margem.

A luz que ilumina o meu viver,
Estende uma mão e vai sorrindo
Sozinho seria difícil de obter
Mas juntos, o caminho vamos seguindo.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

A vida nas nossas mãos


Uma sementinha que dá fruto
Sendo regada e adubada,
Uma pedra diamante ainda em bruto
Prontinha a ser moldada.

Esta vida é um grande mistério,
Concede-nos as ferramentas e os materiais,
Para a construção do nosso império
Seja ele de amor, dinheiro ou outros bens essenciais.

Que razão dar à minha existência?
O que quero colher desta passagem?
Posso experimentar exercer alguma influência
Para amenizar a dor e tentar uma viragem.
Os resultados só de nós dependem,
Arranjar força e alegria para melhorar,
Lutando contra os infortúnios que nos prendem,
Mão à obra, vamos reagir, vamos actuar!

Uma sementinha que cresce
Com muito amor e carinho,
Uma pérola na vida floresce,
Preparando-se para o seu destino.

Dar amor para que se abra a porta,
Tentar compreender e respeitar o outro,
Não esperando muito mais em troca
Além da felicidade estampada no seu rosto.

Aprende com o passado e saboreia o presente,
Liberta-te e vive com toda a paixão
Não cultives sofrimento e vai em frente,
Porque a vida está nas tuas mãos.

Sílvia Bastos
27/11/20007

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

As marcas deixadas…



Cada ruga, cada traço,
Cada cicatriz, cada sinal,
Cada degrau, cada passo,
Mais um dia até ao final.

Com sol ou chuva,
Calor ou frio,
Não há qualquer fuga
Ou fórmula que crio
Para a vida eterna.
A inocência da meninice,
A mocidade rebelde ou terna,
O medo de que o amor partisse
E ficar sem nada que valha a pena.

Os problemas sem solução
Aparente mas que lá passaram,
Os fantasmas da solidão,
Que por vezes também visitaram
A cada decepção e desgosto,
Avivam a esperança de encontrar
Um grande amor sem rosto.

Cada palavra, cada linha,
Cada sentimento descrito,
Recordar o que outrora tinha
E dizer adoro-te, num só grito.

Passado, presente,
No livro da vida está apontado,
Toda a paixão ardente,
O choro aquando o ser magoado.
Família, amigos ou somente a vida,
Tudo o que eu quero amar
E tornar esta estadia mais colorida,
Nesta “longa” caminhada.

Sílvia Bastos
9/11/2007
16:37